Festa do Avante!<br>Ao trabalho, camaradas!
Depois de uma intensa actividade militante em torno da batalha eleitoral para o Parlamento Europeu, dezenas de comunistas participaram, no passado fim-de-semana, na primeira jornada de trabalho na Quinta da Atalaia.
«Foi essa força animada por um ideal de progresso, justiça e libertação que se afirmou no terreno da Atalaia»
Construir a Festa do Avante! é a principal tarefa que, durante os meses de verão, deve empenhar todos e cada um dos membros do colectivo partidário.
Os passados dias 19 e 20 de Junho assinalaram o arranque da construção da nossa Festa, evento que, nunca é demais lembrar - particularmente num contexto nacional e internacional repleto de ataques, recuos e adversidades contra a democracia, a liberdade e a criatividade individual e colectiva - só a tenacidade dos comunistas e dos amigos da maior iniciativa político-cultural nacional tornam possível edificar como realidade que se expressa na prática.
Foi essa força generosa, abnegada, animada por um ideal de progresso, justiça e libertação que se afirmou presente no terreno da Atalaia.
No trabalho ou nos convívios que sempre pautam estas jornadas de actividade voluntária, o conjunto de camaradas e amigos que responderam ao apelo do Partido deram um contributo fundamental nas diversas frentes de trabalho.
Desde a limpeza do terreno, aos primeiros trabalhos de carpintaria, instalação eléctrica, recuperação de veículos, serralharia ou construção de estruturas metálicas, tudo se faz com gosto, sem esquecer, claro está, os artífices do «petisco» que, na cantina da Festa ou nos almoços organizados pelos sectores e células do PCP, reconfortam o corpo e animam a vontade de ter tudo pronto no início de Setembro.
É que é já nos dias 3, 4 e 5 de Setembro que muitos milhares de pessoas vão fazer da Festa dos comunistas portugueses a Festa de todos os que acreditam, ou querem acreditar, que é possível construir um Portugal e um mundo mais fraterno e solidário.
E o gosto que não dá ver os olhos arregalados e incrédulos de tanta, tanta gente que numa primeira volta pelo espaço ainda pergunta: como é possível que os comunistas realizem uma iniciativa com esta dimensão?
Mas é possível. Por isso, vamos ao trabalho, camaradas!
Uma vontade inabalável
Nas jornadas de trabalho na Quinta da Atalaia cabe sempre mais um camarada, um amigo, que facilmente descobre e se integra em tarefas que, por vezes, nunca acreditou ser realmente capaz de fazer. Habilidades e artes que se tramitem, cultivam, partilham, com espírito de entrega aos valores e razões do projecto político do PCP.
Numa ronda pelo terreno, quando o sol já «picava» os corpos e rosava as faces sorridentes, foi possível recolher algumas palavras dos participantes na jornada, que ora nos recebiam com espontaneidade, ora com a timidez de quem não quer receber destaque pelo que faz. Mas sempre com uma imensa alegria e carinho.
Acolá, onde o chão se inclina da Avenida da Liberdade até Escola do Partido, um grupo conferenciava metodicamente.
Um dos camaradas, Francisco Ferrer, esclarece que «não é a primeira jornada a que eu venho este ano. Nós aproveitamos as jornadas de trabalho para reforçar o convívio e a amizade entre os camaradas, que é fundamental para a nossa luta», para depois contar que «estamos a preparar o terreno e a avaliá-lo para melhor projectarmos a estrutura que cá vamos montar, o bar do nosso sector, que queremos que tenha boas condições para receber os visitantes da Festa».
Já Manuel Lopes, responsável pelos espaços verdes, explica que «nesta fase estamos a proceder à limpeza do terreno, para que fique mais verde, mais bonito para todos os visitantes, que é assim que todos o queremos. Seguidamente, depois da apanha da erva que entretanto foi cortada, dá-se-lhe mais um corte para depois se implantarem os pavilhões das organizações».
Custa muito? - Quisemos saber. Manuel Lopes afiançou que «não custa muito camarada, desde que se faça o trabalho com gosto e boa vontade nada cansa», palavras partilhadas por Tiago Redondo, da Organização da Zona Oriental de Lisboa, que sublinhou que «depois da última campanha para o Parlamento Europeu vim ajudar a construir a festa e, apesar de ser um bocadinho cansativo carregar e distribuir pelo terreno as estruturas dos pavilhões, até é um bom exercício.»
Mais à frente, passando por dois camaradas que marcavam os limites do espaço que irão ocupar os diversos sectores, encontrámos um militante da JCP de Setúbal que pela primeira vez veio à Festa «para construir e constatar que toda esta gente puxa para o mesmo lado».
«É diferente ver o terreno sem mais ninguém, à excepção dos que estão a trabalhar, com todo este campo livre e perceber que depois se vai encher numa grande Festa», revela Eurico Ricardo.
Nos armazéns o buliço não é menor. Lino Ary conta-nos que «com 80 anos ainda venho às jornadas de trabalho porque é pelo Partido. Agora estou a seleccionar material porque já não posso andar empoleirado nas estruturas, apesar de não ser nenhum ancião. Mas se for preciso pintar ou caiar também faço. Jogo a mão a qualquer coisa porque antes de ir para a marinha fui operário, logo sabemos fazer um bocadinho de tudo.»
Antes de partir, mais uma passagem pelo terreno, no qual alguns camaradas da Organização Concelhia da Amadora iniciam a já a montagem da primeira estrutura metálica. O trabalho exige precisão para alinhar as prumadas e os passantes, por isso o porta-voz do grupo foi Álvaro Gouveia, que com apenas três anos nos garantiu: «Estamos a trabalhar!»
Comemorar a Revolução
30 anos de Abril na Festa
Antecipando a divulgação da totalidade do programa da Festa do Avante! deste ano - que será apresentado em conferência de imprensa agendada para o próximo dia 14 de Julho - realizar-se-á, na próxima quarta-feira, dia 30 deste mês, no restaurante Entre Copos, uma iniciativa de apresentação da componente político-cultural que irá assinalar o 30.º aniversário da Revolução de Abril.
No encontro, que contará com a presença de Ruben de Carvalho e Dias Coelho, responsáveis pela programação e direcção da Festa, estarão também alguns artistas que irão participar nesta vertente do programa.
Entre as iniciativas que na Festa do Avante! irão decorrer para festejar os 30 anos da Revolução dos cravos, destacam-se um concerto de música clássica com a participação de Pedro Brumester, António Rosado e Mário Laginha; a estreia de peças musicais especialmente encomendadas a Mário Laginha e Bernardo Sassetti; lançamento de uma caixa de 4 CD’s que incluem inéditos de José Carlos Ary dos Santos, bem como a reedição do CD com o poema «As portas que Abril Abriu»; exposições e painéis artísticos alusivos às três décadas de Abril; ciclo de debates «25 de Abril, 30 anos depois»; encenação da peça «Autos da Revolução e a apresentação no espaço do livro da Festa das obras «Saudades...não têm conto», de António Dias Lourenço e «Sonhos de poeta, vida de revolucionário», de Manuel Pedro.
Os passados dias 19 e 20 de Junho assinalaram o arranque da construção da nossa Festa, evento que, nunca é demais lembrar - particularmente num contexto nacional e internacional repleto de ataques, recuos e adversidades contra a democracia, a liberdade e a criatividade individual e colectiva - só a tenacidade dos comunistas e dos amigos da maior iniciativa político-cultural nacional tornam possível edificar como realidade que se expressa na prática.
Foi essa força generosa, abnegada, animada por um ideal de progresso, justiça e libertação que se afirmou presente no terreno da Atalaia.
No trabalho ou nos convívios que sempre pautam estas jornadas de actividade voluntária, o conjunto de camaradas e amigos que responderam ao apelo do Partido deram um contributo fundamental nas diversas frentes de trabalho.
Desde a limpeza do terreno, aos primeiros trabalhos de carpintaria, instalação eléctrica, recuperação de veículos, serralharia ou construção de estruturas metálicas, tudo se faz com gosto, sem esquecer, claro está, os artífices do «petisco» que, na cantina da Festa ou nos almoços organizados pelos sectores e células do PCP, reconfortam o corpo e animam a vontade de ter tudo pronto no início de Setembro.
É que é já nos dias 3, 4 e 5 de Setembro que muitos milhares de pessoas vão fazer da Festa dos comunistas portugueses a Festa de todos os que acreditam, ou querem acreditar, que é possível construir um Portugal e um mundo mais fraterno e solidário.
E o gosto que não dá ver os olhos arregalados e incrédulos de tanta, tanta gente que numa primeira volta pelo espaço ainda pergunta: como é possível que os comunistas realizem uma iniciativa com esta dimensão?
Mas é possível. Por isso, vamos ao trabalho, camaradas!
Uma vontade inabalável
Nas jornadas de trabalho na Quinta da Atalaia cabe sempre mais um camarada, um amigo, que facilmente descobre e se integra em tarefas que, por vezes, nunca acreditou ser realmente capaz de fazer. Habilidades e artes que se tramitem, cultivam, partilham, com espírito de entrega aos valores e razões do projecto político do PCP.
Numa ronda pelo terreno, quando o sol já «picava» os corpos e rosava as faces sorridentes, foi possível recolher algumas palavras dos participantes na jornada, que ora nos recebiam com espontaneidade, ora com a timidez de quem não quer receber destaque pelo que faz. Mas sempre com uma imensa alegria e carinho.
Acolá, onde o chão se inclina da Avenida da Liberdade até Escola do Partido, um grupo conferenciava metodicamente.
Um dos camaradas, Francisco Ferrer, esclarece que «não é a primeira jornada a que eu venho este ano. Nós aproveitamos as jornadas de trabalho para reforçar o convívio e a amizade entre os camaradas, que é fundamental para a nossa luta», para depois contar que «estamos a preparar o terreno e a avaliá-lo para melhor projectarmos a estrutura que cá vamos montar, o bar do nosso sector, que queremos que tenha boas condições para receber os visitantes da Festa».
Já Manuel Lopes, responsável pelos espaços verdes, explica que «nesta fase estamos a proceder à limpeza do terreno, para que fique mais verde, mais bonito para todos os visitantes, que é assim que todos o queremos. Seguidamente, depois da apanha da erva que entretanto foi cortada, dá-se-lhe mais um corte para depois se implantarem os pavilhões das organizações».
Custa muito? - Quisemos saber. Manuel Lopes afiançou que «não custa muito camarada, desde que se faça o trabalho com gosto e boa vontade nada cansa», palavras partilhadas por Tiago Redondo, da Organização da Zona Oriental de Lisboa, que sublinhou que «depois da última campanha para o Parlamento Europeu vim ajudar a construir a festa e, apesar de ser um bocadinho cansativo carregar e distribuir pelo terreno as estruturas dos pavilhões, até é um bom exercício.»
Mais à frente, passando por dois camaradas que marcavam os limites do espaço que irão ocupar os diversos sectores, encontrámos um militante da JCP de Setúbal que pela primeira vez veio à Festa «para construir e constatar que toda esta gente puxa para o mesmo lado».
«É diferente ver o terreno sem mais ninguém, à excepção dos que estão a trabalhar, com todo este campo livre e perceber que depois se vai encher numa grande Festa», revela Eurico Ricardo.
Nos armazéns o buliço não é menor. Lino Ary conta-nos que «com 80 anos ainda venho às jornadas de trabalho porque é pelo Partido. Agora estou a seleccionar material porque já não posso andar empoleirado nas estruturas, apesar de não ser nenhum ancião. Mas se for preciso pintar ou caiar também faço. Jogo a mão a qualquer coisa porque antes de ir para a marinha fui operário, logo sabemos fazer um bocadinho de tudo.»
Antes de partir, mais uma passagem pelo terreno, no qual alguns camaradas da Organização Concelhia da Amadora iniciam a já a montagem da primeira estrutura metálica. O trabalho exige precisão para alinhar as prumadas e os passantes, por isso o porta-voz do grupo foi Álvaro Gouveia, que com apenas três anos nos garantiu: «Estamos a trabalhar!»
Comemorar a Revolução
30 anos de Abril na Festa
Antecipando a divulgação da totalidade do programa da Festa do Avante! deste ano - que será apresentado em conferência de imprensa agendada para o próximo dia 14 de Julho - realizar-se-á, na próxima quarta-feira, dia 30 deste mês, no restaurante Entre Copos, uma iniciativa de apresentação da componente político-cultural que irá assinalar o 30.º aniversário da Revolução de Abril.
No encontro, que contará com a presença de Ruben de Carvalho e Dias Coelho, responsáveis pela programação e direcção da Festa, estarão também alguns artistas que irão participar nesta vertente do programa.
Entre as iniciativas que na Festa do Avante! irão decorrer para festejar os 30 anos da Revolução dos cravos, destacam-se um concerto de música clássica com a participação de Pedro Brumester, António Rosado e Mário Laginha; a estreia de peças musicais especialmente encomendadas a Mário Laginha e Bernardo Sassetti; lançamento de uma caixa de 4 CD’s que incluem inéditos de José Carlos Ary dos Santos, bem como a reedição do CD com o poema «As portas que Abril Abriu»; exposições e painéis artísticos alusivos às três décadas de Abril; ciclo de debates «25 de Abril, 30 anos depois»; encenação da peça «Autos da Revolução e a apresentação no espaço do livro da Festa das obras «Saudades...não têm conto», de António Dias Lourenço e «Sonhos de poeta, vida de revolucionário», de Manuel Pedro.